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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Considerações de Renan Motta

Ontem terminou minha aventura! Pinóquio do Asfalto! Uma história que infelizmente, é uma realidade pra muitos Brasileirinhos. Márcio me fez lembrar momentos em que passei na infância, as dificuldades, a falta d...a educação e muitas vezes a coragem... A luta pela sobrevivência.

Impossível não se emocionar, obrigado Egidio Trambaiolli Neto, por me proporcionar refletir e reconhecer esse lindo trabalho!

Temos uma missão aqui na Terra... Podemos mudar essa história!!!

"As tecnologias, os celulares, ou computadores e a Internet, ao mesmo tempo em que nos aproximaram, também nos afastaram, os amigos ficaram muito virtuais e pouco virtuosos.... É preciso termos enraizado em nossas mentes que as pessoas precisam de amor, de carinho e de abraços, sem o olho no olho e o aperto de mão nós nos tornamos frios e egoístas, valorizando a frieza imposta pelas mídias socias.

Trecho do livro Pinóquio do Asfalto, de Egidio Trambaiolli Neto




 

2 comentários:

  1. Bom dia, eu sou funcionária pública e gostaria de manter sigilo do meu nome, por razões óbvias. O Natal está chegando e eu gostaria de compartilhar uma experiência que marcou minha vida e tem tudo a ver com o livro Pinóquio do Asfalto, que tanto me emocionou. O Rio de Janeiro está cercado de favelas, com gente do bem e gente do mal. Não é difícil depararmos com pedintes nas praias, nas ruas, nos semáforos, assim como gente tentando vender drogas, aviõezinhos (garotos que entregam a droga) e mais um montão de pessoas que se sujeitam a fazer o que for possível para sobreviver.
    Na época que o governo resolveu tomar alguns morros dominados pelo tráfico, presenciei algumas cenas que me chocaram. Eu transitava pelas imediações do Complexo da Maré, era quase noite. Alguns rapazes e meninos estavam num semáforo, pedindo dinheiro, limpando vidro de carros e outros, fazendo não sei o quê. Foi quando alguns policiais chegaram já fazendo barulho. Claro que aqueles que estavam por ali, fazendo coisas erradas, logo correram, ficaram os que provavelmente estavam, apenas, pedindo moedas, mendigando. O mais intrigante foi que nenhum policial correu atrás dos prováveis delinquentes que fugiram, mas renderam os pobres e aleijados que ficaram. Vi um garoto de uns treze anos de idade ser colocado com a cara no chão, embaixo da roda de uma viatura e um policial pisar na cabeça dele, falando que iam passar com o pneu na cabeça do garoto. O pior é que esse garoto eu via com frequência, ali no farol e eu cheguei a dar moedas várias vezes para ele. Nunca ele me ofereceu nada, me ameaçou ou teve qualquer atitude agressiva ou mal adequada que infringisse a lei. O garoto gritava enquanto os outros eram revistados e colocados com violência sentados com armas apontadas para eles. Um pesadelo! Nós que trafegávamos por lá, fomos obrigados a assistir aquele circo de horrores. Um dos policiais ligou a viatura e ficava acelerando com o garoto com a cabeça embaixo da roda, torturando o coitado. Eu e algumas pessoas pedimos para parar com aquela tortura, mas eu ouvi insultos e ordens para calar a boca, depois nos mandaram ir embora. Saímos dália, mas fiquei preocupada com aquilo, achei que o garoto tinha sido executado. Mais do que tudo, parecia uma encenação para mostrar que eles eram a SWAT e estavam defendendo a cidade de malfeitores. Os que fugiram, sequer foram perseguidos, mas os que ficaram foram torturados. Ridículo!
    Dias depois eu passei pelo local e lá estava o mesmo garoto, com o rosto cheio de hematomas e lesões, pedindo moedas, eu sinalizei para que ele viesse até o meu carro. Perguntei a ele se estava tudo bem, disse que eu tinha visto o que fizeram com ele. O garoto ficou com os olhos inundados, mostrando que aquilo tinha sido traumático. Depois, me disse algo mais ou menos assim: “A gente que é pobre só tem a vida como bem precioso, mas vive ameaçado pelos bandidos e pela polícia. Tinha um monte de nóia que uns policiais já conhecem muito bem, são os que dão pacotinhos pra eles como pagamento dos grandões. Mas eles a polícia deixa ir embora, a gente eles machuca pra falar o que eles já sabem. Todo mundo sabe quem manda no morro, mas eles fazem a gente falar. A gente tem medo e não sabe o que fazer, dona.”
    Senti um aperto no coração, a realidade dele é a mesma de muitos que servem de bode expiatório nesse circo armado pelos marginais e por policiais corruptos. Sei que tem gente de bem na polícia, assim como no morro e que há gente ruim nesses dois ambientes também. Mas é preciso lembrar que no meio do fogo cruzado há pessoas que sofrem essas opressões. Por isso, pensem nessas pessoas no Natal, no Ano Novo e em todos os outros dias, se puder, ajude-as. Ajude esses Pinóquios do Asfalto, eles são muitos e precisam de você.
    Enquanto nosso país não mudar, essas pessoas continuarão servindo de capacho para os maus, elas dependem da nossa generosidade e compreensão.

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  2. Impressionante!
    Enquanto isso, vamos brincando de Pátria feliz!

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