sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O que é ser poeta?

Meu pensamento do dia surgiu a partir da leitura de um belo poema feito por um garoto baiano de 17 anos, Ítalo Alves, que fala de amor com a intensidade de quem vive tomado por uma forte paixão.
Ítalo Alves, 17 anos
Ator e Poeta soteropolitano

Após terminar a leitura, comentei com um ami
go sobre a poesia ali implícita e ele em tom de surpresa me disse:
- Egidio, você também é um poeta!
E eu lhe respondi usando a frase que deixo para vocês:
"Poeta não é aquele que dança com as palavras, mas quem com elas executa uma harmoniosa coreografia!"

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

As Lições dos Elefantes de Uganda

As Lições dos Elefantes de Uganda.

Quando o ditador Idi Amin tomou o poder em Uganda, no começo dos anos 70 do século passado, entre tantas atrocidades contra seu próprio povo, mandou executar 95% da população dos elefantes do país que para ele, eram um estorvo! A maioria dos animais preservados foram os mais novos, que viam suas mães e todos os demais membros do grupo serem mortos, esquartejados, arrastados e empilhados como lixo.
Como é do conhecimento geral, os elefantes são animais sociais e os filhotes aprendem a conviver em grupo enquanto crescem. Obedecem a hierarquias, buscam referenciais nos adultos, se sociabilizam e recebem carinho... mas os elefantinhos ugandenses não tiveram essa oportunidade.
Há alguns anos o número de rinocerontes mortos em Uganda e países vizinhos, atingiu índices alarmantes, muitas das mortes eram cercadas de indícios de crueldade. Nesse mesmo tempo, os ataques de elefantes às aldeias desencadearam a ira em muitas tribos que acabavam tendo de enfrentar os invasores até a morte. Não foram poucos os casos de agricultores atacados por elefantes enquanto trabalhavam ou cruzavam uma área na qual por mera falta de sorte também servia de trajeto para esses brutamontes.
Tais atitudes colocaram a comunidade científica em alerta. A cada ano os ataques aconteciam com mais intensidade e crueldade. Depois de muito tempo os pesquisadores conseguiram entender o que estava se passando. Os elefantes de Uganda, filhos dos elefantes chacinados décadas antes, sem referência familiar alguma acabaram vagando pelas terras africanas, se espalhando, juntando-se a outros grupos ou formando os próprios nos países da região. Entretanto, eles não tiveram referencia social, não tinham mais família, não possuíam limites para suas ações. Os machos sequer possuíam referência ou respeito, inclusive, com outros animais, tanto que tentavam copular a força com rinocerontes, ou seja, tentavam o estupro para saciar seus desejos. Em contrapartida, os rinocerontes não permitiam e revidavam o abuso, desencadeando um acesso de fúria nos violentadores que acabavam por perfurar a vítima com seus marfins. Esses mesmos animais agrediam os seres humanos, nos quais viam em sua memória residual, como causadores do massacre de seus pais, familiares e amigos, provando que, como o próprio ditado diz: um elefante nunca se esquece.
Feito o estrago e, tempos depois detectado o problema, a alternativa dos cientistas foi capturar os elefantes que vivenciaram o massacre, genocídio ou holocausto, – seja lá qual é a palavra melhor para descrever tamanha ignorância liderada por Idi Amin – e levá-los para conviver com grupos mais pacatos, monitorados o tempo todo, tentando sociabilizá-los. Deu certo!

As lições deixadas pelos Elefantes de Uganda mostram muito bem como são importantes a família e a harmonia na convivência social. Muitos dos adolescentes e também adultos que se envolvem com a violência de um modo geral, crimes, estupros e desequilíbrios sociais, apresentam um histórico familiar dos mais conturbados, tal qual o dos elefantes ugandenses. Casos de violência doméstica contra filhos e mulheres, envolvimento com drogas lícitas ou ilícitas, pedofilia, prostituição, pornografia, furtos e assaltos à mão armada, assassinatos, entre outros, normalmente estão associados aos referenciais familiares ou aos grupos sociais com os quais os protagonistas da nova realidade se envolvem.
A boa estrutura familiar é fundamental! Também é importante seguir o lema: Diga com quem andas e direi quem és. Mas, a dívida social vai além de se dar soluções paliativas ao presente ou mais contundentes ao futuro. Temos um passado regado de falhas, temos a TV como veículo de comunicação e de banalização da violência, dos abusos sexuais, da impunidade e a Internet usada de forma inadequada, espalhando de modo contagioso conteúdos da pior espécie.
Para completar, a Escola, como instituição, e seu modelo obsoleto de educação tem sido vítima de pais que abandonam seus filhos e dela cobram a formação do caráter de seus filhos. É uma luta insana! Se de um lado a escola procura dar educação e cultura, do outro, a promiscuidade do funk, a baixa qualidade das músicas que entopem nossas rádios com letras vazias e repugnantes emburrecem nossos alunos, as produções televisivas temperam o entretenimento com sexo em cenas que poderiam falar de amor, de sentimento verdadeiro, de intimidade. Mas, infelizmente os gráficos do IBOPE hoje substituíram o simbolismo das barras por ereções.
A Internet por fim vem coroar tudo isso como um exemplo clássico do mau uso da tecnologia.
Por fim, virou rotina ver na mídia os bandidos engravatados sendo julgados por corrupção e, o pior, ver muitos deles conseguindo se safar! Será que ninguém vê que esses ali-babás são assassinos mais cruéis do que muitos bandidos da pesada? Eles roubam o dinheiro que poderia melhorar o atendimento dos hospitais e salvar vidas que são ceifadas nas filas de espera. Sim! Eles são assassinos cruéis! Bandidos da pior espécie! São como as drogas que minam a vida das pessoas e matam! São como traficantes que vivem da desgraça alheia. Com isso, a Educação fica a míngua! Os professores recebem salários miseráveis, famílias são destruídas pela impunidade criminal em todas as esferas e pela falta de cultura. Sem Educação, Saúde e Segurança nossos filhos estão fadados a serem vítimas ou agirem da mesma forma que os elefantes de Uganda.
Chega de tanta sujeira! De condutores de marionetes sociais! Não podemos ser complacentes! Nossa maior força está na união e no voto bem escolhido, selecionado a dedo! No mesmo dedo que irá digitar o número do candidato e teclar: Confirma! Se todos agirmos dessa forma, criaremos um senso comum.
Lembre-se:
“Não escolhemos a família que temos, mas podemos escolher a sociedade em que podemos viver.”
ETN

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quebrando Preconceitos

Mais um depoimento interessante, desta feita sobre o livro O Menino a Goiabeira e a Porta-bandeira, de Alexandre Henderson, publicado pela Editora Uirapuru: www.editorauirapuru.com.br

Oi, Alexandre

Eu sou a Catarina que mora em Lisboa, lembra-se de mim? Eu estive na tua seção de autógrafos no dia que você estava lançando seu livro na FNAC da avenida Paulista. Eu estava com a minha irmãzinha Lúcia, que pediu para eu comprar o teu livro para autografar.
Nós estávamos a passeio no Brasil, visitando a nossa família que não víamos há mais de quatro anos, desde que vim trabalhar em Portugal. Lúcia agora está com sete anos e sempre foi uma leitora precoce. Ao ler o teu livro ela pediu algo que jamais imaginei que uma criança poderia querer: Quero conhecer uma favela igual a do livro!
Eu tentei desconversar, pois nem mesmo com os meus 26 anos de idade jamais pensei na possibilidade de conhecer um lugar tão perigoso. Na hora eu condenei o teu livro, mas ao lê-lo senti uma dor no coração, pois eu estava sendo preconceituosa em todos os sentidos. Entenda, muitas vezes o preconceito é imposto e não algo nato ou oriundo de uma experiência ruim. Sou de uma classe social privilegiada, sempre fui, e obviamente convivi com pessoas que pensavam da mesma forma que eu, por isso, o pedido de Lúcia me fez refletir: Por que uma criança de sete anos se interessaria por uma favela?
Quando perguntei os motivos de Lúcia, ela respondeu que queria conhecer pessoas como o João e a Suélen.
Mais uma vez meu pré-julgamento estava falando mais alto. Ela não queria conhecer a favela, mas sim as pessoas de bom coração que ali vivem.
Insisti e perguntei o porquê dela se interessar pelas pessoas da favela e ela me surpreendeu outra vez mais dizendo que o João era igual ao Fernando do desenho Rio, um menino que precisava de amor, porque ele não era mal, as pessoas é que viam maldade nele.
Assisti ao filme Rio, do Carlos Saldanha, uma vez mais e depois li o livro O Menino, a Goiabeira e a Porta-bandeira junto com Lúcia. Desta vez era eu que queria conhecer a favela e aprendi que eles agora chamam de comunidade.
Na semana seguinte mudei os meus planos, troquei as minhas passagens de volta para Lisboa e fizemos uma escala no Rio de Janeiro, fomos conhecer o morro do Vidigal. Foi uma experiência incrível! Comemos pastel, tomamos suco, tiramos fotos com as pessoas de lá e vimos no olhar de muitas o mesmo brilho dos olhos de João e Suélen. Lúcia quis tirar várias fotos ao lado de meninos e meninas que se pareciam com os personagens de sua história e do filme Rio.
Dois dias depois chegamos a Lisboa, minha irmã contou encantada tudo que viu, que conheceu, que aprendeu para seus amiguinhos, mostrou fotos, o teu livro e, mais uma vez leu a sua história e assistiu ao filme. Com certeza teu trabalho nos ajudou a derrubar alguns preconceitos tão banais como o social e o racial. Em outras palavras, entendi que o preconceito é sinônimo de falta de conhecimento.

Carolina e Lúcia – Lisboa – Portugal

Obs.: Os sobrenomes foram retirados por respeitarmos o direito de privacidade de quem nos enviou este depoimento.


Conheça o blog do livro O Menino, a Goiabeira e a Porta-bandeira: http://omeninoagoiabeiraeaportabandeira.blogspot.com.br/

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pessoal, veja que depoimento mais bacana de uma mãe a respeito do livro O Noitário de Robinho, de Alison Santos, Editora Uirapuru:

"É impressionante como um livro para crianças pode nos ensinar tanto! Meu filho sempre quis andar de skate e eu sempre disse não, por isso ele acabava andando escondido de mim, até que quebrou o braço. Eu fiquei muito brava e deixei-o de castigo, eu proibi o meu filho de ir ao clube. No começo desse ano eu o deixei voltar ao clube com sérias recomendações sobre o skate. De nada adiantou e o meu filho voltou a andar de skate novamente, resultado, ele quebrou o braço de novo, no mesmo lugar. Foi quando eu li o livro do “Noitário de Robinho”, de Alison Santos, Editora Uirapuru, e vi que eu agia igual à mãe do passarinho e ele tal qual o tico-tico que queria poder voar. Percebi que eu estava sendo superprotetora e não dando o apoio no que ele mais queria fazer. Eu pensei muito a respeito e ontem eu levei meu filho até uma loja de materiais esportivos e comprei um skate e todos os equipamentos de segurança para que ele não corra mais riscos. Se eu o tivesse apoiado desde o começo, ele teria mais confiança em mim e eu nele. E provavelmente ele não teria quebrado o braço duas vezes no mesmo lugar.
Obrigado, Alison, por me ensinar a ser uma mãe melhor!"

Sandra Regina
http://onoitarioderobinho.blogspot.com.br/
 
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Educação Alimentar

Olá, pessoal
Recebi mais este depoimento sobre um dos meus livros. Neste caso, temos um relato sobre a importância da reeducação alimentar.

"Prezado Professor Egidio

Meu nome é Alessandra (...) e eu gostaria também de dar meu depoimento de um de seus livros para a minha vida. Trata-se do livro Alimentos em Pratos Limpos, que foi publicado pela Editora Atual/Saraiva.
Foi curiosa a forma como esse livro me foi útil, pois até o começo deste ano eu pesava 112 quilos e gastava verdadeiras fortunas com revistas de dieta, shakes, aparelhos que se diziam miraculosos e prometiam me deixar com o corpo da Gisele Bündchen. Fiz tudo quanto é tipo de dieta e exagerava até com os medicamentos. Até a tal subitramina eu tomei, mas o que parecia um milagre no começo acabava virando uma tremenda frustração, pois a ansiedade e a fome me faziam comer bem mais do que antes e o efeito sanfona me atingia em cheio.
Foi em uma crise de choro por causa de meu peso que a minha sobrinha Aline (...) me deu seu livro e eu li várias vezes. Percebi que o meu problema não estava só no fato de comer de mais, mas sim na qualidade dos alimentos. Só que não basta trocar por trocar, foi preciso entender o que realmente é uma dieta balanceada.
Sabe, eu comecei a ter seu livro como referência, fui avaliando os alimentos e impus uma regra de fuga dos alimentos industrializados e das fórmulas mágicas. Depois de dois meses e meio cheguei a 82 quilos e agora já estou com 73 kg. Sei que agora é mais difícil, mas só o fato de poder me ver como uma mulher normal, já me aumentou a auto-estima. Eu cheguei a um peso que jamais consegui com todas as técnicas e dietas que a mídia tentava impor, nem mesmo as revistas especializadas me satisfizeram, simplesmente porque eu não sou igual a qualquer outra pessoa, portanto, o que é bom para os outros não quer dizer que seja bom para mim. Mas o fato do seu livro me conscientizar que o erro maior era quanto à minha alimentação, isso foi essencial!
Obrigado por me ajudar a ser feliz e metade da mulher que eu era ;)
Alessandra"

Lembrem-se de que não coloco os sobrenomes das pessoas por respeito à privacidade das mesmas!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Amigos, este é mais depoimento enviado para compartilhamento com todos vocês!

“Prezado autor Egidio Trambaiolli Neto, eu tenho acompanhado suas postagens no seu blog e resolvi também dar o meu depoimento, pois eu e minha família acabamos virando seus fãs.
Eu nunca havia pensado em trabalhar o senso responsável com a minha filha. A modernidade, sempre traz elementos que nos levam a negligenciar atitudes que são fundamentais para a formação do caráter.
Minha filha sempre foi mal acostumada por mim e pelo meu marido. Tivemos uma gravidez complicada e morríamos de medo de perdê-la, esse medo se estendeu por muito tempo além do nascimento, por essa razão, nós a mimamos demais. Fazíamos tudo para ela e não lhe atribuíamos responsabilidade alguma. Nós não queríamos que ela tivesse qualquer problema, qualquer dificuldade, qualquer responsabilidade. Não a obrigávamos a guardar seus brinquedos, não dizíamos “não” quando ela rabiscava as paredes, não a deixávamos, sequer, calçar os seus sapatos. Nós a tratávamos como a uma princesa e ainda mais, nós a enchíamos de mimos, tinha as roupas de todas as princesas da Disney, e, obviamente, também não lhe impúnhamos limites e obrigações. Tínhamos uma empregada que era mais babá do que qualquer outra coisa e, por nossa determinação, impúnhamos que todos os desejos de nossa filha fossem realizados.
No começo do ano passado eu adoeci severamente, peguei hepatite e acabei sendo obrigada a me afastar do meu consultório dentário, dois meses depois, meu marido perdeu o emprego porque havia faltado muito para me levar aos médicos e iniciamos um período de dificuldades, pois estávamos acomodados com o luxo e às atitudes perdulárias. Nosso orçamento despencou, fomos obrigados a abrir mão de nossa empregada e perdemos o plano de saúde por falta de pagamento. Por causa da minha doença eu não podia ficar em pé por muito tempo e o meu marido, começou a viver uma maratona de entrevistas e tentativas de trabalho. Pelo menos a escola entendeu nosso drama e nos cedeu uma bolsa para a nossa filha até o final do ano.
Foram dias de angustia, sofrimento e a necessidade de uma cirurgia que levou nossas reservas e obrigou o meu marido a se sujeitar a trabalhar nas vias informais, para pelo menos não passarmos fome e não deixarmos de pagar o nosso apartamento. O consultório e carro foram vendidos, assim como as minhas joias. Foi terrível!
Para completar, minha filha, mal acostumada como era, não aceitava aquela situação e transformou a nossa vida em um inferno! Meu apartamento ficou de pernas para o ar, muitas vezes, ela se recusava até em pegar meus medicamentos, me ofendia, dizia que eu era imprestável, que a culpa daquela situação era minha e que não queria ser pobre. Era impossível viver daquela maneira! O sofrimento físico, emocional e irracional me deprimia. Meu marido por sua vez chegava tarde em casa e ainda cuidava dos afazeres domésticos, mas ele também estava no limite, até que um dia perdeu a paciência com as pirraças de nossa filha e começou a se impor, atribuindo a ela várias funções como lavar a louça do almoço, arrumar as camas, recolher as roupas para serem lavadas. No começo, ela chegou a jogar pratos e copos no chão para afrontar o pai, mas ele se manteve em seus princípios e não só a fez limpar o que havia feito de errado, como manteve suas obrigações.
Os dois estavam em constantes conflitos, ela chamava o pai de cavalo e a mim de preguiçosa. Certo dia ela recebeu uma amiga da escola para fazer uma tarefa em casa e eu ouvi a minha filha dizendo que ela fazia as coisas obrigadas porque éramos muito ruins, mas que ela nos enganava quando dava. Disse ainda que mentia para o pai, que não arrumava a própria cama porque ninguém mandava nela. Para completar, dizia que tinha vontade de fugir de casa.
Aquelas palavras pareciam facas penetrando no meu coração combalido, senti uma vontade imensa de gritar, mas chorei em silêncio.
Para minha surpresa, a amiga de minha filha esbravejou:
- Você está louca? Você não arruma a sua cama? Eu arrumo a minha!
Minha filha ficou parada vendo a amiga abrir a mochila e de lá, prezado autor, retirar o seu livro, A Cama do Buraco Negro.
- Você não conhece a história da Juliana? A menina que não arrumava a cama?
Eu só vi a minha filha balançar a cabeça dizendo não com o gesto.
- Tome, eu já li, amanhã você me devolve, tenho que entregar na biblioteca.
Durante a noite do dia seguinte eu ouvi a minha filha perguntando:
- Pai, os ratos sobem no sétimo andar?
E o pai respondeu que sim sem muito entender.
- E as baratas?
- Também! No sábado mesmo eu matei uma lá na lavanderia.
Da minha cama eu vi minha filha mexendo na cama dela, retirando o cobertor, o lençol, a fronha... Ela fazia isso com muito cuidado, parecia preocupada. De repente ela levou tudo para lavar, fazendo o meu marido se surpreender com o que via.
Quando ela terminou de arrumar sua própria cama ela foi ao meu quarto, me abraçou e disse:
- Mãe, desculpa! Eu não sabia que a sua doença podia vir com os ratos e baratas!
Meu marido se aproximou, encostou no batente da porta do nosso quarto e viu nossa filha transformada.
- E li o livro da Cama do Buraco Negro e fiquei com medo que os ratos e as baratas fossem parar na minha cama. A prô falou que esses bichos podem ter causado a tua doença. Não é culpa sua que você ficou assim! Foram eles que fizeram a gente ficar pobre.
Era a primeira vez que eu via a minha filha se preocupar com a família. Não era mais “eu”, éramos “nós”! Graças ao poder de um livro!
Eu continuo me tratando, agora, com a ajuda de minha filha, as coisas estão se acertando, já realizo até alguns trabalhos pela internet que me ajudam a pagar algumas contas. O meu marido, inclusive, conseguiu um emprego melhor e mais próximo e tudo isso está trazendo mais união à minha família.
Obrigado Professor Egidio, que Deus continue iluminando a sua mente para que sempre possamos desfrutar de sua criatividade e do bem que você nos faz!”

Nota: Os nomes das pessoas foram omitidos no texto para não se expor a identidade dos protagonistas deste depoimento.

A CAMA DO BURACO NEGRO
Egidio Trambaiolli Neto
Editora Uirapuru
Pessoal, se vocês tiverem algum depoimento interessante sobre algum livro de minha autoria ou de algum outro título da Editora Uirapuru, sintam-se à vontade em encaminhá-los para qualquer um dos contatos contidos na apresentação deste blog. Caso não se oponham ao uso de seus nomes no depoimento, por favor me comuniquem, caso contrário, eu omitirei qualquer informação que possa revelar a identidade dos protagonistas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Vocês já devem ter ouvido a expressão: "efeito dominó"! Há alguns meses comecei a compartilhar alguns depoimentos que recebo de leitores de meus livros e de outros com os quais trabalhei, ao que parece isso tem estimulado muitas pessoas a fazerem o mesmo, quer por email, pelas redes sociais ou por este blog. Isso é muito gratificante. Veja mais este depoimento emocionado de uma mãe e entendam porque todos os dias eu agradeço a Deus por ter me dado o dom de escrever.

"O teu blog tem os mais belos depoimentos que eu já vi sobre os livros como instumentos formadores e, por que não, modificadores do ser humano. Por essa razão, gostaria de deixar, também, o meu depoimento.
Meu nome é Sandra e tenho passado por momentos muito delicados na minha vida. Depois que meu marido faleceu, há dois anos, morto por dois motoqueiros em um assalto quando saía do trabalho, eu entrei em uma crise emocional profunda, mergulhei no álcool a ponto de cair nas ruas inúmeras vezes. Eu chegava a beber quatro garrafas de vodka por dia e muitas vezes misturava com outras bebidas! Fui internada duas vezes por coma alcoólico e não me lembro de ter ficado sóbria nesse intervalo de tempo.
Apesar de ser formada em marketing e ter estabilidade financeira, não conseguia obter a estabilidade emocional e me recusava em receber ajuda. No fundo, eu também queria morrer!
Durante boa parte do período em que fiquei imersa no álcool, acabei obrigando a minha filha Amanda, de 11 anos, a amadurecer, enquanto eu agia como uma criança, como covarde, como idiota! Pode parecer ridículo, mas até o fato de ter a luz cortada por falta de pagamento, coube à Amanda resolver. Não foi e não está sendo fácil superar essas dificuldades! Cometi vários erros induzida pela bebida. Cheguei a bater em Amanda, a destruir um carro, a acordar na casa de estranhos e até em um cortiço em meio a marginais, o que me envergonhou ainda mais. Eu havia me transformado em um lixo!
Apesar de fazer minha querida filha chorar e sofrer muito, ela buscou forças para me ajudar, aos onze anos, minha criança já se comportava como adulta, enquanto eu tinha um comportamento infantil e me sentia a única vítima da crueldade humana.
Acredito que Amanda me via como uma criança desprotegida, que meu vício era o bicho-papão que me derrubava e, com isso, ela despejou seu amor em cima de mim e disse que queria me ajudar a largar a bebida. Há alguns meses, quando chegava a noite, ela começou a me levar para dormir, no lugar da bebida ela me dava carinho e lia uma história para que eu pudesse pegar no sono. Muitas vezes eu chorei, lutava contra o meu vício e me recusava em beber porque a minha filha estava ali, me dando uma lição de vida.
Certo dia ela leu para mim a história chamada O Rei da Bola, do livro Histórias de Valor, de Egidio Trambaiolli Neto, publicado pela Editora Cortez, que falava do direito de errar. Foi quando eu percebi que eu precisava pedir desculpas para Amanda pelos erros que eu estava cometendo. Mas a minha menina não era mais uma criança e respondeu como se fosse adulta: mãe, a culpa não é sua, é dos bandidos que mataram o papai. Eles fizeram muito mais do que isso, tentaram roubar a sua vida. Tentaram tirar você de mim!
Depois disso, Amanda me abraçou tão forte que eu percebi que o amor que tínhamos uma pela outra era maior do que a maldade e a bebida que tentaram nos separar.
No dia seguinte Amanda me levou aos Alcoólicos Anônimos, ela havia pesquisado na internet e encontrado um endereço perto de casa. Já se passaram 62 dias que eu parei de beber. Não está sendo fácil, mas já conquistei muitas coisas que eu havia perdido, voltei a trabalhar, a levar e buscar minha filha na escola, a abraçar Amanda com tanto carinho e tanta força que por vezes ela reclama que eu a estou machucando. Agora, à noite, ela dorme ao meu lado e a cada noite, uma lê uma história para a outra antes de dormir.
Por isso, eu só tenho a agradecer ao autor Egidio Trambaiolli Neto por passar a mensagem que eu tanto precisava ouvir e aos livros que me ensinaram a voltar a viver e fizeram Amanda voltar a sorrir."

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Editora Uirapuru faz sucesso em Harvard

É lindo ver o livro A Velha Sentada de Lázaro Ramos exposto na Universidade de Harvard!!! Parabéns Lázaro Ramos, você merece!!! É a Editora Uirapuru conquistando o mercado internacional!!! Parabéns família Uirapuru, um beijo a todos! Parabéns Atlantico Books e Elena Como por nos representar nos EUA!!!

A Velha Sentada em exposição na Universidade de Harvard

Títulos da Editora Uirpauru que estavam no evento e foram extremamente elogiados! O fato de os livros trabalharem com valores humanos caiu no gosto dos americanos!
1. Síndrome de quê? - Egidio Trambaiolli Neto
2. A Guerra das Cores - Lucas Trambaiolli
3. Na Bucha - Egidio Trambaiolli Neto
4. Meu Grande Avô - Thalita Pacini
5. Dilema de Marquinhos - Egidio Trambaiolli Neto
6. O Noitário de Robinho - Allison Santos
7. Tia Coruja e a Turma do Fundão - Flavio de Souza
8. A Cama do Buraco Negro - Egidio Trambaiolli Neto
9. Música em Pauta - João Batista Simplício e Egidio Trambaiolli Neto
10. O Menino, a Goiabeira e a Porta Bandeira - Alexandre Henderson
11. Um Novo Amanhã - Egidio Trambaiolli Neto
12. Receitas da Vovó Julinha - Adelina Virgínia Gonçalves
13. A Velha Sentada - Lázaro Ramos
14. Vitrúvio para Crianças - Egidio Trambaiolli Neto
15. Hime - Júlio Emílio Braz
15. A Garota que Queria Mudar o Mundo - Cinthya Rachel (boneco do livro para lançamento)

Parabéns a todos os autores! Esse sucesso só existe porque você contribuem com ele!

O bom trabalho em Harvard abre as portas para a adoção dos títulos em escolas de vários estados americanos. É a literatura infantil do Brasil conquistando o mundo!



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Foi um grande prazer trabalhar como editor neste livro do amigo Lázaro Ramos.
Compartilho com todos vocês outro depoimento emocionante referente a este livro!!!
Obs.: ocultamos o nome da pessoa que assinou esse texto por respeito à identidade.

Eu nunca fui eu!

Pode parecer ironia, mas lendo o livro A Velha Sentada, do Lázaro Ramos, eu acabei me descobrindo!
Meu nome é A. P. Rizzo, recentemente...
eu formei-me em psicologia. Como muitas pessoas, acredito que fui levada a escolher essa carreira mais pelo interesse em resolver os meus problemas do que tentar sanar o problema dos outros.
Vi muitas teorias, li muitos livros, fiz muitos estudos de casos, mas eu não conseguia me entender. Era comum terminar as aulas e eu buscar a solidão no campus da universidade para refletir e buscar a solidão. Eu cheguei a perder a conta de quantas vezes isso aconteceu. A cada dia eu me tornava mais introspectiva.
Depois de muitos anos de estudos e horas e horas de reflexão, até há poucos meses eu ainda não conseguia preencher o vazio que havia dentro de mim. Nesse meio tempo meu pai abandonou a minha mãe e voltou para o Rio Grande do Sul. Foi um caos! Minha mãe ficou muito deprimida, abandonou o emprego e eu me sentia inútil por não conseguir ajudá-la. Fiquei muito mal! Isso me atrapalhou nos estudos e destruía a minha tentativa de me entender. Na verdade, de me aceitar, pois esse era o grande problema!
Apesar de eu ser a típica descendente de italianos: loira, olhos azuis e bonita (hoje eu reconheço), eu não me aceitava por ser gordinha. Isso sempre foi um problema, sempre sofri bullying, principalmente porque eu nunca fui magra, aliás, ninguém da minha família é magro. Portanto, é o biótipo dos Rizzo.
Ser chamada de gorda, baleia, orca, elefanta, pudim de banha, rolha de poço, tampão de vulcão era rotina. Eu chorei muito! Por incrível que pareça, até na universidade eu era motivo de chacota por causa da gordura e arrancava comentários maldosos de todos os lados.
Eu agia igual à Edith do livro do Lázaro, me escondia atrás de perfis falsos em chats e redes sociais, usava fotos de modelos para fingir que eu era outra pessoa. Isso foi me isolando cada vez mais, me blindando da realidade. Eu sofria da Síndrome de Edith (se é que o Lázaro me permite usar o nome de sua personagem).
Quando a minha sobrinha apareceu com o livro A Velha Sentada, de Lázaro Ramos, tive curiosidade; o título era curioso, o autor, uma surpresa. Comecei a ler e a devorar o livro. Parecia até que ele havia sido escrito para mim! Foi incrível! O mesmo desânimo de Edith era algo que me dominava. Quando eu estava junto dos amigos, era a pessoa que participava das brincadeiras por inércia! Quantas velas eu segurei em namoros! Quantas vezes eu sobrei por ser a chata! Quantas vezes eu fui chamada para sair ou conviver com amigos por dó. O pior é que eu mesmo tinha dó de mim e isso é horrível! Eu era uma tartaruga desanimada dentro de um casco duro e blindado.
Foi no momento que Edith decidiu fazer uma viagem ao autoconhecimento que o meu CLICK aconteceu. Descobri que eu havia me desconectado da vida, da realidade. Meus sentidos se desconectaram, eu não via prazer na vida. Caramba, eu era a Edith crescida!
Foi como um passe de mágica que eu devorei o livro e fui me descobrindo! Isso foi maravilhoso! Descobri que se eu não me amar, jamais vou poder esperar que alguém me ame! Eu era uma mala sem alça... e das bem pesadas!
É inacreditável! Cinco anos estudando psicologia e foi um livro para crianças que me resgatou de volta do meu próprio interior!
Hoje eu tento administrar melhor a minha vida, sou mais feliz e, aos 25 anos de idade estou namorando pela primeira vez! Por isso, eu brinco com os meus amigos, que hoje são sinceros: Foi o Lázaro Ramos que fez o meu parto! Ele me ajudou a renascer! Ele e seu livro me tiraram de dentro de mim mesma!
Obrigado, Lázaro Ramos! Seu livro não é só para crianças, é para adultos também! Só acho que o nome está errado, deveria se chamar: CLICK, o Manual da Autoestima.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O poder de um livro

É impressionante o poder de um livro! Isso sim é Criança Esperança!
Observem o comentário de um leitor de 10 anos de idade, descrito em um e-mail encaminhado para mim por uma professora. Ela fez as correções ortográficas, mas priorizou garantir a fluência usada pela criança.

"Caros professor Allison e desenhista Adriano
Meu nome é Daniel Silva, tenho 10 anos de idade e li o livro O Noitário de Robinho, eu gostei muito da história e dos desenhos que são muito bonitos.
Meu irmão, o Danilo, também gostou muito do livro, ele tem 5 anos e é bem parecido com o Robinho. Todo dia de noite eu leio a história para ele, que ainda está aprendendo a ler. Ele também é pequeno e aqui em casa a gente tem muito medo que ele se machuque, porque ele tem um negócio nos joelhos que faz ele usar duas muletas para andar. Minha mãe sempre dá bronca no Danilo, quando ele tenta correr com as muletas, porque ele nem consegue andar direito, por isso ele sempre cai e se machuca. Outro dia ele falou que ele queria ser como o passarinho do livro e ter coragem para ir para todos os lados. Eu falei pra ele que a mãe não ida deixar, que nem a mãe do tico-tico do livro. Por isso, eu estou ajudando ele a andar todo dia um pouco mais. Ontem ele ficou em pé na minha frente, sem as muletas, ele nunca tinha feito isso antes. Depois, ele me falou que logo ia poder jogar fora as muletas e brincar de pega-pega comigo, porque ele era insistente como o Robinho e o passarinho do livro.

Daniel Silva"
O Noitário de Robinho - Allison Santos - Ilustrações: Adriano Vidal - Editora Uirapuru: www.editorauirapuru.com.br

Parabéns, Allison! Seu livro está contribuindo para que as pessoas tenham autoconfiança e acreditem em um amanhã melhor!
Allison José dos Santos e sua obra

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Obrigado, Brasil!
No próximo dia 25/08 acontecerá em Harvard, qualificada como a melhor universidade do mundo, "o Simpósio de Educação em Língua Portuguesa: Reflexões sobre o ensino de Português nos EUA: Teoria, Prática e Comunidades", no ...
qual eu teria, inclusive um momento para expor os meus trabalhos para educadores de todo o país e de diversas partes do mundo, tanto como autor, quanto na qualidade de criador de Projetos Educacionais pela Editora Uirapuru. Mas, vivemos no país do futebol e não da Educação! Lamentavelmente o meu visto para viajar para os EUA venceu em maio. Até aí, tudo bem, pois até o convite de Harvard justificando a importância da minha presença para renovar pela terceira vez o meu visto eu tinha em mãos. Mas... o meu passaporte é o verde, que podia ser usado até o ano passado, hoje, o caça-níquel da gestão pública obriga você a tirar um novo passaporte, com capa azul. Até aí, bastaria pagar as taxas para a obtenção do novo passaporte para os canibais do governo. Entretanto, a Polícia Federal está em greve e o processo que já era lento, empacou! Restava a esperança de se conseguir uma liminar para tentar viajar com o passaporte antigo! Mas que espécie de tolo sou eu para pensar que a nossa justiça é ágil? Se eu fosse um jogador da seleção brasileira teria o meu problema resolvido num piscar de olhos! Como já aconteceu em vários episódios nos quais muitos jogadores convocados de última hora acabavam conseguindo a documentação para viajar e substituir algum atleta que foi cortado por alguma lesão. Afinal, estamos falando de futebol e não de Educação! Se eu fosse o Neymar com toda a "cultura" que ele possui, teria um jatinho disponível para me transportar. Mas, eu sou um professor! Alguém que luta pelo magistério há 32 anos! Eu sou um autor de 90 livros e mais de 900 textos educativos que circulam o mundo! Criei e desenvolvi Projetos Educacionais para empresas de vários países. Não sou rico e moro no Jaçanã, um bairro da periferia de São Paulo, margeando Guarulhos.
Apesar da minha insignificância aos olhos da mídia, pois não sou jogador de futebol, não sou ex-BBB e nem tenho mais um rostinho bonito vazio de talento, tenho um mercado querendo os meus livros em vários estados americanos o que me enche de alegria. Mas, eu não sou um jogador de futebol! Eu não mereço essa atenção por parte da mídia, dos governantes e da burocracia brasileira. Por essa razão, eu só posso agradecer a Harvard e a todos que torceram pelo meu sucesso e se frustraram com o desfecho dessa história, porque eu não sou o Neymar!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Amigos, minha postagem de ontem aqui no blog e também no Facebook, http://egidiotneto.blogspot.com gerou albuns comentários muito gratificantes, inclusive um vindo de Tegucigalpa, capital de Honduras, que vocês podem conferir aqui no blog, em espanhol. Para compartilhar, procurei traduzir o texto para o Português. Veja até onde a criatividade de um professor pode influenciar a convivência humana:
"Prezado Professor Egidio
Não sei escrever em português, perdoe-me pelos meus erros porque também não sou tão habilidosa com as palavras como você, mas gosto muito de ler seus textos e seus livros. Fico emocionada quando vejo os depoimentos tão sensíveis que aparecem sobre seus livros. Já cheguei a comprar dois livros “Histórias de Valor” pela Internet e dei de presente para meus sobrinhos. É uma pena que eu não consigo encontrá-los em espanhol e à venda aqui em Tegucigalpa, Honduras. Mas mesmo assim meus sobrinhos conseguiram ler o livro e adoraram. Um deles, Rosa, a mãe de o Miguel, que é se casou com o meu irmão depois que ele ficou viúvo e que é professora, leu a história do menino cego para os alunos dela e depois, fez um trabalho em cima da história; ela pediu que cada aluno levasse um amigo de outra raça para a escola e todos brincaram juntos, os alunos dela ganharam novos amigos, de diferentes raças e cores. Ela chamou aquela atividade de “O Dia dos Novos Amigos”, no fim do dia ela abriu uma caixa com correntes de bijuterias para se usar no pescoço, metade prateadas e metade douradas. Ela explicou que ela comprou aquelas correntes que eram todas prateadas ou douradas, as dividiu ao meio com o alicate e uniu os pares, depois ela deu de presente para seus 31 alunos e para os 31 visitantes, e disse que representavam a união dos povos, independente da raça, independente da cor. Eu fiquei muito feliz com o trabalho de Rosa e quando ela me contou decidi repassar esse lindo trabalho de Rosa para você, pois se trata de mais um resultado muito importante do seu trabalho.
Parabéns, Mestre Egidio, seu livro também tocou nossos corações aqui em Honduras e espero que ele também chegue ao mundo todo!
Tereza Bermudez"
Obrigado Tereza por compartilhar conosco mais essa linda história e parabéns à Professora Rosa pela magnífica iniciativa.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Depoimento de valor

Prezados, ontem recebi o relato de uma pessoa, Indira Kupfer, que leu o depoimento da Professora Júlia sobre a história da menina que fez uma redação narrando uma história de preconceito - a história pode ser lida aqui na minha linha do tempo, no dia 19/07, ela surgiu a partir da leitura dos livros Histórias de Valor, de minha autoria, publicado pela Cortez Editora e do livro A Velha Sentada, de Lázaro Ramos, publicado pela Editora Uirapuru! Ambos disponíveis nas livrarias da Bienal do Livro de São Paulo.
A seguir eu posto um trecho do relato:
"Acabei de ler o relato da professora Júlia é emocionante, é realmente banal o preconceito, mas é algo que existe, que está ai, e que temos que mudar. Conheci um professor baiano que falou: não podemos julgar nossos irmãos de cor, temos que mostrar a eles que existem oportunidades e que temos que lutar por elas, mas o mais importante é que temos que lutar unidos, só venceremos no dia que de fato estivermos UNIDOS!! Achei incrível suas palavras(...)"
Indira, seu depoimento é lindo e de extremo valor, temos de continuar essa luta que não é do negro, do branco, do índio, do amarelo, do árabe, do judeu...! É a luta do ser humano por uma sociedade justa e harmônica! Só assim, conseguiremos entender que a união entre os povos possibilita o entrelaçar dos dedos para escrever a mensagem em código de barras que Deus nos deixou: AMOR!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mais uma lição de vida!
É notável o poder que um livro tem para transformar pessoas!
Desta vez foi a história Retalhos que escrevi no livro Histórias de Valor, publicado pela Cortez Editora que me proporcionou emoção ao receber o relato de uma criança. Vejam que lindo!
"Meu nome é Gabriel * *, antes das férias eu li a história "Retalhos" que você escreveu e fiquei sonhando em pedir uma colcha de retalhos para a minha vó que morava em Araraquara. Minha mãe me ajudou a conseguir um montão de pedaços de pano para eu levar para a minha vó fazer a colcha quando eu fosse passar as férias com a minha vó e meu vô em Araraquara. Minha avó ficou muito feliz com os retalhos que levei, mas minha vó morreu no começo das minhas férias e eu fiquei muito triste. Outro dia eu vi meu vô chorando e eu também chorei. Falei pra ele dos retalhos que tinha levado e que a minha vó tinha falado que ia fazer a colcha de retalhos. Meu vô ficou me olhando e falou que ele não sabia fazer colcha de retalhos, mas que ia me ajudar a fazer uma pipa bem grande, a maior de todas que eu já tinha visto.
Eu e o meu vô fizemos uma pipa maior que ele usando bambu e um papel mais grosso que minha vó usava pra fazer molde para costurar. Foi aí que o meu vô falou que precisavamos de uma rabiola pra pipa e me perguntou se eu topava usar tiras dos retalhos que eram para fazer a cocha de retalhos e fizemos uma rabiola bem grande. No sábado a gente foi empinar a pipa no meio do pasto, tava ventando forte. Meu vô me ajudou e colocamos a pipa no ar. Ela subiu com muita força que quase me arrastou. Meu vô me ajudou e quando a pipa estava bem alta ele falou que a pipa estava levando os retalhos lá no céu, para minha vó ver que nós não esquecemos dela. Foi quando eu cortei o fio da minha pipa, soltei a pipa e disse pro meu vô. Se a gente der os retalhos pra ela lá no céu, ela vai ficar ainda mais feliz, vai saber que a gente não esqueceu dela e vai poder fazer uma colcha pra Deus!
"
Obrigado Gabriel * *, você também me contou uma História de Valor.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mais uma mensagem emocionante que me fez chorar!
Obrigado, meu Deus, pelo dom que me deu, por me fazer um instrumento humanizador!

Prezado Prof. Egidio

Meu nome é Júlia, sou professora de uma escola particular classe A que prefiro não dar o nome por causa da história que vou passar. Eu tenho uma aluna de treze anos que é filha de um político bastante conhecido e cursa o sexto ano do Ensino Fundamental.
No dia dos namorados eu pedi para os alunos fazerem uma redação no computador, sobre como eles esperavam encontrar o amor de suas vidas, mas que não colocassem o nome e a entregassem em envelopes iguais que eu distribuí, sem identificação, pois eu queria que os alunos, que estão iniciando a puberdade, colocassem seus sentimentos, fossem sinceros e falassem sobre o amor.
Para a minha surpresa, a redação de uma de minhas alunas trazia a seguinte história, que eu passo abaixo, já corrigida, respeitando a originalidade do texto dessa que é a melhor aluna da minha sala e uma das mais brilhantes que eu já tive em tantos anos de magistério:

Eu gosto de um menino que se chama Fábio, mas a minha família jamais me deixará ficar com ele, pois ele é negro e a tarde, depois de ter aula na escola em que estuda, vende balas no farol para ajudar em casa, porque eles são pobres.
Toda vez que meus pais veem alguma pessoa negra eles debocham, xingam, falam mal e eu não gosto disso. A pessoa nem precisa abrir a boca para eles tratarem mal. Para eles, as pessoas que nascem com a pele escura já vem ao mundo para fazer coisas erradas, ser bandido e favelado. Por isso, quando eu passava perto do Fábio, na hora de atravessar a rua, eu fazia de conta que ele nem estava lá. Mas, enquanto eu não chegava perto dele, eu ficava olhando para aquele menino diferente, para trançado do cabelo, para a cor escura da pele dele e para os seus dentes brancos como o leite. Na minha escola quase não tem gente assim, todo mundo é rico e não tem gente negra rica, pelo menos onde eu moro.
 Na semana passada eu estava triste porque minha gatinha tinha morrido e o Fábio viu a minha tristeza quando eu ia atravessar a rua. Em vez de ele correr até os carros para pendurar as balas no retrovisor, ele veio perto de mim e falou: Menina do cabelo dourado, cadê aquele sorriso lindo?
Eu fiquei sem ação e, meio paralisada, respondi:
- Minha gatinha morreu! - E os meus olhos se encheram de lágrimas.
Na hora ele falou:
- A vida da gente é assim, existem coisas que podemos escolher, mas há outras que quem escolhe é Deus e não podemos fazer nada!
Depois, ele foi até uma sacola que ele pendurava na árvore, tirou um bombom de lá de dentro, correu até onde eu estava e falou:
- Por falar em escolhas, eu escolho você para dar esse bombom, eu comprei agora pouco! Ele é da minha cor, e a minha cor não fui eu que escolhi, mas eu gosto dela e se pudesse, escolheria nascer dessa cor novamente, fico feliz por ter a cor do chocolate, que é doce e todo mundo gosta... embora nem todos gostem de mim por causa da minha cor!
Ele abriu um lindo sorriso e falou:
- Engraçado, né? Tem muita gente que só olha o coração do negro quando o peito dele está aberto! Foi assim com o meu pai, quando ele morreu. Tentaram roubar o coração dele, naquela hora não importava a cor da pele do meu pai, apenas, que ele poderia salvar uma vida de alguém cheio do dinheiro. Minha mãe não deixou o médico vender o coração do meu pai, nem as córneas, ela doou seus órgãos para as pessoas que estavam na fila dos transplantes. Hoje o coração do meu pai bate no peito de um homem branco, que não tem muito dinheiro. Espero que o coração do meu pai ajude esse homem a viver por muito tempo. As córneas foram doadas para uma mulher que nunca tinha visto seus filhos com seus próprios olhos. Já pensou na alegria dela? Para mim, o meu pai é um super-herói, além de nos salvar da enchente que o levou, ele salvou alguém mais e acendeu os olhos de uma mãe que agora pode ver seus filhos.
Eu fiquei olhando para os olhos alegres daquele menino de treze anos, tão inteligente, que já falava e agia como um homem de bem, peguei o bombom sem saber o que dizer e apenas balbuciei:
- Obrigado!
Em seguida, atravessei a rua tropeçando nas minhas próprias pernas.
Quando cheguei à escola, parece que o destino queria aprontar comigo. A professora Júlia nos entregou o livro “Histórias de Valor” que havíamos comprado e pediu que lêssemos a história “O olhar de cada um”, de Egidio Trambaiolli Neto, que conta a história de um menino preconceituoso e de como outro menino o fez enxergar como o preconceito é algo tão banal.
Parecia até que o livro falava comigo, que conhecia os meus pais.
Na saída da escola, torci para que o Fábio estivesse lá, no farol, vendendo suas balas. Eu ia comprar todas as balas que ele ainda não tivesse conseguido vender, só para ajudá-lo. Apertei o passo e, lá estava ele! Eu esperei o farol fechar e fui até perto dele que estava pronto para pendurar suas balas e, em vez de pedir as balas, eu olhei nos olhos dele e disse:
- Eu também gosto! Se eu pudesse escolher eu queria ter nascido da sua cor, ela é linda!
Ele me olhou surpreso. Acho que ele nunca pensou que eu diria isso. Nós não conseguimos parar de nos olhar e ele me deu um beijo, não foi um beijo de novela, foi um selinho, porque as buzinas começaram a tocar, estávamos no meio da faixa de travessia impedindo os carros de passar.
Nós atravessamos a rua, eu abri minha bolsa, de lá tirei todo dinheiro que tinha e disse:
- Eu quero todas as balas que o meu dinheiro puder comprar!
- Não! Não é assim que funciona! – falou Fábio – Não posso aceitar, não seria honesto! Eu te vendo um pacote, o restante eu venderei aqui, amanhã!
Mais uma vez fiquei sem palavras. Ele era honesto, diferente do que meus pais diziam! Eu comprei um pacote de bala e dei a ele o livro Histórias de Valores, que eu acabara de ler na escola e que também me ensinou a ver e conhecer antes de julgar.
Para minha surpresa Fábio sorriu e falou cheio de alegria:
- Caramba! Um livro! Esse sim é o verdadeiro passaporte para se vencer na vida! Você gosta de ler?
- Sim!
- Eu também! Amanhã eu vou te trazer um livro que eu li ontem! Chama-se, A Velha Sentada, é do Lázaro Ramos! Conhece?
- Sei quem é! É o ator! Mas não li o livro dele ainda!
- Só que eu vou te emprestar! Meu irmão ganhou lá na Fundação, tem até o autógrafo dele!
Sabe, professora, eu estou apaixonada pelo Fábio. Eu sei que vou ter de enfrentar o preconceito e a ignorância dos meus pais. Infelizmente, eles não sabem que o mundo é bem maior do que o grupo de amigos falsos que eles têm, que competem para mostrar quem é mais rico. Um bando de idiotas. Mas se eles me amam, terão de deixar que eu ame quem eu quiser. Não importa se ele é negro, pobre e órfão. O que importa é que seus sentimentos e o coração sejam nobres. E isso o Fábio é!

domingo, 15 de julho de 2012

Ontem fui ao teatro assistir à peça, O Bom Canário, a convite do meu amigo Érico Brás, ator do fantástico Ó Pai Ó e agora no ar pela TV Globo, estrelando o programa semanal, Entre Tapas e Beijos, no papel de Jurandir, ao lado de Fernanda Torres e Andreia Beltrão.

Érico Brás e Egidio Trambaiolli Neto

O mais engraçado foi o fato de acabar a energia elétrica quando estavam pela metade da apresentação. Aguardamos alguns minutos e o espetáculo teve de ser suspenso. Eu, meu filho Lucas, sua namorada Pamela e o amigo Douglas (primo de Pamela) teremos de voltar para assistir a peça novamente, como o espetáculo vale a pena, saimos ganhando!

Érico está dando um show na interpretação cômica de um agente literário que tem de se virar com para tentar implacar Jack, um romancista (Joelson Medeiros) que começa a fazer sucesso em uma grande editora. Mas, Jack e é casado com uma louquinha de pedra, Annie (Flávia Zillo) que apronta mil e uma.
Risos garantidos! Quem puder, assista: O Bom Canário - Teatro Eva Herz - Livraria Cultura - São Paulo - SP

sábado, 7 de julho de 2012

Atenção, amigos!
No dia 05/07/2012 eu recebi um e-mail de uma criança (Felipe) que leu meu livro Síndrome de Quê? que me deixou emocionado. Eu destaco o seguinte trecho:
"Eu tenho um vizinho que tem Síndrome de Down, o nome dele é Marcelo, eu sempre ti...
ve medo dele. Quando eu era menor, eu cheguei a jogar pedras nele porque os outros meninos da rua diziam que para mostrar que era corajoso, eu tinha que atirar uma pedra nele e sair correndo. E eu fiz isso muitas vezes, mas nunca acertei, até que uma vez uma pedra que joguei derrubou o óculos dele que caiu no chão e quebrou. Mas, meu medo nunca passou. Depois que eu li o seu livro, eu fui até a casa do Marcelo e falei com a mãe dele que eu queria ler um livro para ele. No começo ela desconfiou, mas deixou e ficou vendo eu ler o seu livro para o Marcelo. No final ele sorriu para mim. Não sei se ele entendeu a história, mas eu entendi que ele havia me perdoado!"
Obrigado Felipe por compartilhar comigo sua experiencia de vida e o seu aprendizado.
 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O que é bom deve ser divulgado!
Vocês estão vendo o rapaz da foto?
Esse menino é um talentoso fotógrafo e um excelente artista!
Visitem o portifolio dele e constatem! Show!!! 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

No dia 25/06/2012, eu tive uma reunião com mais um grande amigo! O artista multimídia Jairo Pereira: cantor, ator, editor, produtor, cronista, jornalista, compositor, poeta... Vixi!!! Vai ser talentoso lá na Editora Uirapuru! E não é que vai mesmo? Aguardem! Enquanto isso, conheçam o canal de TV Diário Preto no Facebook, mais uma obra do extraordinário talento de Jairo Pereira!
Egidio Trambaiolli Neto e Jário Pereira
Nova parceria que trará mais brilho à Editora Uirapuru

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Salve Salvador

Nos últimos dias 14 e 15 de junho estive na maravilhosa Salvador para realizar uma reunião com alguns amigos e falar sobre projetos educacionais.

Farol da Barra - Salvador - Bahia

Nesta reunião esteve presente o autor e roteirista de teatro, televisão e cinema, Elisio Lopes Jr, Diretor Geral da Invencionicce Comunicação, Artes e Projetos: http://www.invencionicce.com.br/.

Elísio Lopes Jr

Também compareceu o músico e compositor Tothy Varjão, um dos jovens talentos da música brasileira de primeira linha. Esse menino é bom demais!

Tothy Varjão

Com tanta gente arretada, as reuniões só podiam ter sido tão agradáveis e produtivas!

Egidio Trambaiolli Neto

Deixo um abraço a todos os demais que participaram dessas reuniões e o meu eterno amor à Bahia e ao seu povo tão cordial.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Agradeço a todos da Escola Estadual Dr. Celso Gama de Santo André, em São Paulo, pela incrível acolhida durante a minha rouca palestra de ontem (30/05/2002) sobre os meus livros publicados pela FTD. Se fosse hoje, acho que seria impossível sair qualquer palavra, pois estou completamente afônico!
Fiquei imensamente feliz pelas carinhosas palavras, pelos elogios recebidos por parte do corpo docente da escola e pelo compromisso firmado para que também eu palestre para os alunos.
Obrigado Cidinha, Simone e demais educadores: perdoem-me por não me lembrar do nome de todos. Obrigado ao divulgador Nelcindo e ao gentil motorista Paulo. Um grande abraço a todos!

Egidio