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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Pela primeira vez... For the first time...


Pela primeira vez depois de muito tempo eu não poderei desejar Feliz Aniversário a um grande amigo. Hoje, Lee Thompson Young completaria seu trigésimo aniversário, mas infelizmente ele não está mais aqui entre nós. No último dia 19 de agosto ele nos deixou, para sempre. Lee vivia um momento difícil, dominado pelo terror de uma depressão profunda associada a uma forte crise de transtorno bipolar, assim, sua mente, tomada por uma confusão mental, o levou ao suicídio. Talvez até confundindo a vida real com o mundo da fantasia dos personagens que concebia em seu ofício de atuar. Para uns, a vida imitou a arte quando em 2010 ele interpretou um policial que praticava suicídio para tentar mudar uma situação em que ele causaria a morte de uma mãe de família inocente em Flash Farward. Quem sabe até, a confusão se fez com as angústias do novo e cômico personagem que interpretava, um também policial que não podia ver um cadáver que desmaiava, em Rizzoli & Isles, série baseada no trabalho de minha colega, também autora, Tess Guerritsen. Entretanto, são especulações, para a polícia, embora conste como suicídio em seu laudo, a morte de Lee continua sendo um mistério. Mas isso não muda em nada o resultado da tragédia. Todos que tiveram a honra e o privilégio de conhecer Lee sabem bem que não perdemos apenas um excelente ator, um grande amigo, perdemos uma alma nobre, um ser gentil, um exemplo de dignidade, um anjo. Lee era um exemplo de pessoa a ser seguida, fazia caridade, respeitava qualquer um que se aproximasse dele, não se envolvia em escândalos, não usava drogas, cuidava bem de seu corpo e de sua saúde e, principalmente, amava imensamente sua família e seus amigos. Era um amante da fotografia, praticante fervoroso de capoeira, adorava viajar e aumentar seu ciclo de amizade. Lee jamais deixou a fama tomar sua cabeça, nunca deu importância ao fato de ser um ator de Hollywood, escolhia a dedo os papéis que fazia, amava participar de filmes baseados em fatos reais ou derivados de livros de sucesso. Quando muito, participava de algum remake de algum clássico do cinema. Sua preocupação era tanta com o que poderia transmitir ao público, que jamais participou de filmes comerciais, vazios, ele se preocupava com a mensagem que seus personagens poderiam transmitir para seu público, só então decidia por atuar ou não nos filmes. Nos tantos seriados que participou, raramente fez papel de vilão, quando o fez, acabava se redimindo no final. Pois é, muitas pessoas talvez não o tenham conhecido, pois poucos são apegados aos trabalhos mais Cult. Mas, no meio do entretenimento, Lee era extremamente respeitado, foi indicado a premiações por cinco vezes e reconhecido pelo seu brilhantismo. Aos 12 anos começou a atuar na TV; aos 14 já era protagonista de uma longa série da Disney; aos 15 escreveu um filme para a Disney, com o tema bullying, no qual ele próprio interpretou o protagonista; aos 23 dirigiu uma produção pela primeira vez, corrigiu o roteiro do filme e também atuou: Lee era puro talento. Mesmo assim, humilde, amigo, sincero e verdadeiro. Talvez Deus o tenha requisitado para compor seu exército de anjos, talvez um buraco negro tenha se instalado em nosso peito com a sua partida, sugando com intensidade nossas alegrias, mas, independente de tudo, a vida continua, um dia talvez nós voltemos a nos reencontrar, quem sabe? O lado de lá ainda é desconhecido. No momento, eu, muitos dos seus amigos que me pediram para escrever essas palavras e seus milhões de fãs, só podemos continuar rezando pela paz de sua doce alma, pedindo toda a luz que você sempre mereceu e te desejar do fundo dos nossos corações, um Feliz Aniversário, repleto de paz, onde quer que você possa estar. Descanse em paz meu querido amigo. Jamais te esqueceremos!
Lee Thompson Young em momento de descontração

Lee Thompson Young em foto que tirou para sua página no Facebook

Lee Thompson Young em divertida entrevista sobre o seu personagem Cyborg, de Smallville, que integrava a Liga da Justiça. Na oportunidade, ele brincou dizendo que o personagem que interpretava era o mais importante, porque ele era o mais bonito, e finalizou com uma gargalhada.
O bom-humor era uma de suas principais características!

For the first time in a long time I would not be able to wish Happy Birthday to a great friend. Today, Lee Thompson Young would complete his thirtieth birthday, but unfortunately he is no longer here with us. On the last day August 19 he left us forever. Lee lived a difficult time, dominated by the terror of a deep depression caused by the severe crisis of bipolar disorder, so your mind, taken by a confusion and drove him to suicide. Perhaps confusing the real with the fantasy world of the characters he conceived in his craft of acting life. For some, life imitated art when he played in 2010 a cop who practiced suicide to try to change a situation where it would cause the death of an innocent mother of family in Flash Forward. Maybe even, the confusion caused anxieties of the new and comical character that he played a cop who also could not see a corpse that fainted in Rizzoli & Isles, based on the work of my colleague, also author Tess Guerritsen series. However, are speculations, for the police, although recorded as suicide in his report, Lee's death remains as terrible a mystery. But that changes nothing about the result of the tragedy. All who had the honor and privilege of knowing Lee know well that not only lost a great actor, a great friend; we lost a noble soul, a gentle being, an example of dignity, an angel. Lee was an example of a person being followed, was charitable, respected anyone who approached him, was not involved in scandals, did not do drugs, take good care of your body and your health, and especially loved his family immensely and his friends. He was a lover of photography, fervent practitioner of capoeira, loved to travel and increase your circle of friends. Lee never let fame take your head, never gave importance to being a Hollywood actor, hand-picked the roles he did, loved attending movies based on real events or derivatives of successful books. At most, attending a remake of a classic movie. His concern was with so he could communicate to the public, who never participated in commercial, empty movies, he worried about the message that his characters can convey to his audience, only then decide whether or not to act in movies. Participated in many serials, rarely did villain role, as he did, ended up redeeming the end. Well, many people may not have known, because few are attached to work more Cults. But in the midst of entertainment, Lee was highly respected, was nominated for awards for five times and recognized for its brilliance. At 12 years old he started acting on TV; at 14 it was protagonist of a long series of Disney; to the 15 wrote a movie for Disney, about bullying, in which he himself played the protagonist; the 23 directed a production for the first instead, fix the script of the film and also acted: Lee was pure talent. Even so, humble, friend, truthful. Maybe God has asked to compose his army of angels, perhaps a black hole has settled in our chest with his departure, sucking our joys with intensity, but independent of it, life goes on, perhaps one day we return to the rediscover, who knows? The other side is still unknown. At the moment, I, many of your friends who asked me to write these words and your millions of fans, are here lost… We can only continue to pray for the peace of your soul sweet, asking all the light you always deserved and wish you from the bottom of our hearts, a Happy Birthday filled with peace, wherever you may be.
Rest in peace my dear friend. We will never forget you!

Lee and his camera in a moment of reflection

Lee playing a seductive college.

Lee with his father, Tommy Scott Young
 
R.I.P. my friend
February 1, 2014

4 comentários:

  1. Um herói da vida real.
    Nosso mundo não merece heróis de verdade.
    Um beijo eterno, Lee.
    Vanessa Motta
    Osaco - São Paulo

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  2. Doce menino. Fique com Deus.
    Beijos
    Sabrina

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  3. Um beijo em sua doce alma!
    Clarice Silva

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  4. I miss you so much

    Jenny Welch

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