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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Olá, pessoal! Hoje é dia de reflexão sobre as diferenças e de uma indicação literária que já está sendo trabalhada, inclusive, em escolas dos Estados Unidos que trazem o ensino da Língua Portuguesa em sua grade curricular. Vale a pena ler!

Diferenças e Liberdade

O que significa ser diferente se afinal de contas, somos todos seres humanos?
Temos de lembrar que a classificação de “diferença” entre os seres humanos pode estar na embalagem, na parte material, mas podemos ser diferentes também no nosso modo de pensar, de agir e de interagir.

Sim, podemos ter ideias e ideais diferentes, é possível escolher nossa religião ou até não possuir nenhuma; é possível termos nossas convicções, nossos sonhos, nossos desejos, nossas opções, pois temos o direito do livre arbítrio! Mas, nem tanto...
Muitas vezes o livre arbítrio bate de frente com conceitos religiosos, políticos, morais e até científicos. Principalmente porque essas quatro frentes possuem, digamos, zonas de litígio em sua co-existência.
É curioso como o ser humano luta com todas as forças pelo direito do livre arbítrio, mas muitos não aceitam que o próximo também o tenha. A religião contesta o livre arbítrio das Ciências quando esta se fundamenta em provas concretas para aceitar ou refutar fatos que contradizem dogmas e vice-versa.
Muitas religiões não admitem a existência de outras religiões, dando origem até aos confrontos que se perdem na história da humanidade.
Muitos povos brigam entre si sem saber o motivo concreto da contenda que se perdeu no tempo. Apenas, guerreiam, seja por imposição de seu país ou por estarem no local errado na hora errada.
Cercadas por conflitos morais, psicológicos e até religiosos, há muitas pessoas que não exercem o direito do livre arbítrio, e são tomadas pelo medo de punições vindas do desconhecido, de castigos divinos.
Em contrapartida, há aqueles que não respeitam o livre arbítrio, acham que o seu direito é maior do que o de qualquer outra pessoa e excedem! Por esse motivo, certas lutas justas se enfraquecem com o passar dos tempos, principalmente porque algumas pessoas não sabem derrubar tabus, querem apenas se impor, usando sua indignação de um modo vingativo e escancarado, pondo a perder a luta dos que compartilham de um mesmo ideal.
Na História, muitos já sucumbiram diante de pessoas que não respeitaram o livre arbítrio e o direito de tê-los: Martin Luther King, Gandhi, Jesus Cristo... E quantos mais ainda morrerão porque muitos seres humanos se mantêm em uma redoma de conceitos feita de mata-borrão, se achando os senhores do universo?
Por mais estranho que possa parecer, a rejeição ao que é diferente está enraizada em nossa cultura, vai além das questões étnicas, das divergências entre as camadas sociais, do gênero ou dos dogmas religiosos. Basta vermos a dificuldade com a qual um trissômico, também conhecido como portador da Síndrome de Down, tem para ser aceito junto aos colegas de uma sala de aula.
Há caso nos quais os próprios pais dos alunos ditos sadios, pedem para trocar os filhos de sala ou para que suas crianças mantenham distância do sindrômico, alegando que a saliva é contagiosa; o que é uma grande mentira.

Assim, esses pais criam barreiras sociais, tolhem liberdade e pregam a diferenciação, criando um mundo em que há os abençoados e os demais, privando os próprios filhos de um convívio harmônico na sociedade.
A liberdade é um direito de todos, mas ela só se justifica quando caminha de mãos dadas com o respeito ao próximo e o livre arbítrio seja praticado sem arbitrariedades!
Diferenças, liberdade e aceitação não são temas exclusivos para adultos, devem ser trabalhados desde criança. Como sugestão eu indico o livro Síndrome de quê? de minha autoria, publicado pela Editora Uirapuru, que aborda o bullying e a rejeição social sofrida por uma criança sindrômica que apesar de tudo, consegue com o seu carinho conquistar o espaço que lhe é de direito. Maiores informações; acesse: http://sindromedeque.blogspot.com.br.
Atenção, professores! Estando blog, clique abaixo do logotipo da Editora Uirapuru e faça o download de uma série de atividades relacionadas ao livro para trabalhar com os seus alunos.

2 comentários:

  1. Eu li e adorei esse livro.
    Parabéns, professor, vou adotá-lo.
    Abraços,
    Profa. Glaucilene

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  2. Como sempre um tema forte e contundente. Admiro muito o teu trabalho, eu não sei como as revistas de grande circulação ainda não te contrataram. Teus textos são excelentes e de grande sensibilidade. Você toca fundo em suas colocações sem magoar a ninguém, mas fazendo com que as pessoas façam uma análise profunda de suas palavras. Parabéns

    Edvaldo Noronha Filho - Lauro de Freitas/Bahia

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